Já saíram todos os passageiros do cruzeiro MSC Fantasia

Todos os passageiros que estavam a bordo do navio de cruzeiro MSC Fantasia, atracado em Lisboa desde 22 de março devido à situação de emergência da Covid-19, já saíram do barco.

Tal como o JN noticiou, esta segunda-feira, ainda estavam retidos no navio cinco colombianos, sem respostas do Governo português e em risco de não conseguirem voltar ao país de origem.

Em comunicado, o Ministério da Administração Interna avança, esta manhã de quinta-feira, que a operação de repatriamento terminou com o desembarque destes últimos cinco passageiros colombianos “que deram entrada em Portugal mediante concessão de visto especial por razões humanitárias”. “Estes passageiros ficarão agora em confinamento obrigatório”, refere.

O JN sabe que pelo menos as passageiras colombianas Mónica Chiquillo e a filha, dependente de oxigénio, já estão alojadas em Lisboa, onde estarão em isolamento social nos próximos dias. “Estamos num sítio confortável e tranquilo”, garante Mónica. Quando o JN falou com a colombiana, esta segunda-feira, a passageira mostrava-se preocupada por não conseguir regressar ao país de origem. “Não podemos apanhar um avião por causa da condição médica da minha filha e por isso pedimos ao Governo português para que nos permita estar no seu território temporariamente, até conseguirmos voltar”, apelava.

O Ministério da Administração Interna diz agora que “terminou ontem a operação conjunta das autoridades portuguesas para o repatriamento de todos os passageiros”. Adianta ainda que os últimos passageiros a sair de Portugal foram 9 argentinos. “Cerca de 500 tripulantes regressarão aos seus países esta semana”, garante.

No navio de cruzeiro MSC Fantasia, que acostou no Porto de Lisboa a 22 de março, encontravam-se 1338 passageiros, maioritariamente da União Europeia, Reino Unido, Brasil e Austrália. A bordo encontravam-se 27 cidadãos nacionais e 8 cidadãos estrangeiros residentes em Portugal. Os restantes passageiros estavam distribuídos em 38 nacionalidades.

A operação “Fantasia”, que decorreu em articulação com diversas embaixadas dos vários países, envolveu a Direção Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, a Polícia de Segurança Pública, a Autoridade Nacional da Aviação Civil, a Direção Geral da Saúde, a Polícia Marítima, a Autoridade Tributária e Aduaneira e a ANA – Aeroportos de Portugal.

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